Você tem uma ideia e quer colocá-la em prática? Mas ainda não sabe por onde começar. Por um lado, a internet parece tão familiar, de uso tão instintivo. Por outro, é cheia de detalhes e recursos que deixam qualquer um confuso. Então por onde começar a caminhar para ser um empreendedor digital?

É mais simples do que parece. No entanto, é importante aprender alguns conceitos básicos para não se deixar levar por gurus nem cometer erros básicos no planejamento do seu produto. Como há muita informação por aí, a gente separou aqui alguns itens essenciais, para você não perder tempo.

Como a internet funciona

FirmBee / Pixabay

O primeiro passo talvez até já tenha sido dado por você. É preciso entender alguns conceitos básicos da internet, como a diferença entre ela e a web, os principais protocolos de troca de informação, o que é um domínio, um servidor de hospedagem, um certificado de segurança. Esses conceitos básicos ajudam a entender o que é preciso para colocar um produto digital no ar e tudo que existe debaixo do capô. Essencial para não ficar refém dos desenvolvedores.

Um bom ponto de partida é um bom livro. Recomendo três: Os inovadores, A vida digital e Cultura da Interface. E só por curiosidade, assista o documentário Deep Web no Netflix.

Mas antes de mais nada, entenda o seguinte: a internet é a ligação entre computadores no mundo todo. A parte que as pessoas mais usam, no entanto, é a web, que é a ligação gráfica entre documentos. Ou seja, a web é a internet clicável.

 

HTML e CSS

Se você começou a estudar a internet deve ter percebido que boa parte do que faz dela o meio fenomenal que conhecemos tem muito a ver com o HTML e CSS. Essas duas siglas são, na realidade, o que torna possível o design e o comportamento das páginas web que você conhece. Quando você muda o tamanho de uma janela do navegador e a página se adapta, não é mágica, é o HTML e o CSS em ação. Ambos são tão importantes que a criação do HTML é, na realidade, a criação da web, ou a internet navegável.

Apesar da importância disso, não é difícil aprender como eles funcionam. Na realidade, em menos de 4 horas é possível ver tudo de relevante que há sobre ambos. Isso porque o HTML é, na prática, uma ferramenta que transforma um monte de informações e metadados nas páginas bonitinhas e coloridas que você acessa por aí.

Como ele faz isso? O HTML é uma linguagem de marcação. Ela diz para o navegador (Firefox, Chrome, Internet Explorer etc) onde cada elemento vai e como ele vai se comportar. Já o CSS é o documento que indica qual a estética dos elementos, a fonte do texto, o tamanho das letras, cor, cor de fundo, alinhamento, se um determinado elemento terá borda etc.

Um documento HTML não contém nada além dessas indicações. Por exemplo, se há uma foto na página web, o documento HTML contém o local da imagem (o endereço dela no servidor), o tamanho e alinhamento da imagem, se ela vai ter legenda ou texto alternativo (aquele texto que aparece quando a imagem não abre). Mas não a foto em si. Essa estará salva no local indicado no código.

 

SEO

Depois de mergulhar no mundo do HTML você vai perceber que mesmo com tantas páginas diferentes por aí, há muita coisa em comum. É isso que a gente chama de estrutura e é ela que permite que robôs como os do Google possam ler e catalogar milhões, bilhões de páginas e organizá-las em ordem de relevância para quem busca qualquer coisa.

A arte de entender essa estrutura e ajudar o robô dos sites de pesquisa a encontrar e deixar em evidência o seu site chama-se SEO, ou otimização de sites. Na prática, aprender SEO é levar o aprendizado de HTML um pouco além e aplicá-lo ao seu produto. Quem estuda SEO precisa aprender também sobre tendências de buscas e palavras-chave. A indexação de conteúdo na web se dá através dessas palavras que são as que todo mundo usa para encontrar aquele tipo de texto.

Explico: você conhece o Pelé, né? Provavelmente também sabe que o nome dele é Edson. Só que ninguém chama o Pelé de Edson, então qualquer título de texto sobre o Pelé irá conter o termo Pelé. E provavelmente, se alguém for procurar informações sobre o Pelé vai digitar no Google “Pelé” e não “Edson Arantes do Nascimento”. A gente sabe disso porque o Google Trends nos diz, como indica o gráfico abaixo:

 

Sistemas de gestão de conteúdo (CMS)

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Qualquer um que esteja planejando um produto digital acaba, em algum momento, a ser apresentado ao WordPress

, Joomla ou algum outro sistema de gestão de conteúdo (CMS). Antigamente (no século passado) as páginas da web eram criadas uma a uma. Quando era necessário alterar o layout, isso era alterado em cada um dos arquivos, separadamente. Já imaginou o trabalhão que isso causa?

Pois bem, eventualmente as páginas da web começaram a ficar mais sofisticadas e construídas a partir de templates, ou seja, modelos de páginas. E daí para um sistema que guarda o conteúdo num banco de dados e o coloca num template quando alguém acessa a página foi um pulinho.

Atualmente o CMS mais popular é o WordPress. Isso significa que é o que tem uma comunidade de desenvolvedores grande e ativa, uma infinidade de opções de plugins (funções adicionais) e templates (modelo de layout) tanto gratuitos quanto pagos além de fácil acesso tanto a profissionais quanto a recursos para hospedagem e manutenção. A popularidade, no entanto, tem um lado ruim: o wordpress acaba sendo também mais suscetível a ataques e tentativas de invasão. Por isso é importante entender direitinho como ele funciona para fazer pequenas alterações no sistema que o tornam mais seguro.

 

Programação e bancos de dados

HTML e CSS são uma parte importante de um produto web, mas o que faz, por exemplo, o WordPress ter tantos recursos é o PHP, uma linguagem de programação. Programar é dizer pro computador o que você quer que ele faça. No caso do CMS, a linguagem de programação é que vai ao banco de dados para pegar o conteúdo salvo e o colocar no template. É também o que permite que se altere o layout/template de um site inteiro e também realize ações como, por exemplo, mandar um email para o seu visitante assim que ele deixa o site.

Programar assusta muita gente porque tem muito a ver com matemática, o bicho papão da população em geral. Mas aprender a programar não é tão difícil. É só diferente do que a gente está acostumado a fazer. Especialmente o tal povo “de humanas”. Porém, ao programar, você consegue se livrar de atividades repetitivas e a fazer o computador se comportar como você precisa que ele se comporte.

E agora?

Se você está disposta a aprender, acompanhe nossas postagens. Vamos tentar te guiar pelo pântano do mercado digital  se tornar empreendedor. Vai ser divertido.

 

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