O multipremiado Center for Investigative Reporting (CIR) estreou no Netflix com uma co-producão com a empresa de streaming de vídeo: Heroin(e). A produção tem um único episódio de 39 minutos e acompanha três mulheres pela epidemia de overdoses de heroína na cidade de Huntington, West Virginia, que é considerada a capital da overdose nos Estados unidos.

O crescente número de vítimas da heroína nos EUA tem sido tema frequente em excelentes trabalhos de reportagem na imprensa ianque. Este mês a Enquirer publicou um material impressionante e interativo com o resultado de uma semana de reportagem sobre o impacto da heroína em Cincinnati.

O uso da droga parece estar sendo o ponto de convergência de duas crises: a do abuso de medicamentos para dor e o abandono e miséria das populações mais vulneráveis dos EUA. A pessoa começa a tomar opioides recomendados pelos médicos para controle da dor, mas acaba migrando para a heroína, mais barata e mais fácil de obter, mas também muito mais perigosa.

A abordagem do curta do CIR é focada na esperança e no aspecto humano das iniciativas de combate ao problema. Uma das personagens é a uma juíza cuja função é gerenciar um programa de reabilitação de dependentes. Já outra é a chefe dos Bombeiros, instituição que atende dezenas de overdoses por semana, algumas das quais resultam em mortes.

Dá para ler mais sobre o lançamento no link abaixo. O curta já está disponível no Netflix Brasil.

Netflix launches new doc on opioid crisis from CIR’s Glassbreaker Films

Mais sobre o CIR

O Centro é uma das mais importantes organizações sem fins lucrativos dedicados ao jornalismo investigativo nos EUA. O trabalho da instituição já ganhou inúmeros prêmios e duas vezes finalista do Pulitzer. É possível acompanhar a produção deles no site Revealnews.

Tags:

Deixe uma resposta